terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Viajar, um estado de alma


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Há dias passava pela minha secção favorita de livros na Fnac e dei de caras com um livro chamado "Dream Routes of USA & Canada". Abri e fiquei apaixonado. Fechei e olhei para a contra-capa. Dizia 35€ - 10% de desconto aderente. Fiz contas e pensei... que se lixe. Parei, pensei melhor e... decidi ir ver o preço à Amazon. Surpresa ou não, o mesmo livro já com portes e despesas de envio ficava pela módica quantia de 21.52€. Pensei? Claro que sim, mas onde estava o cartão de crédito. E assim, quatro dias úteis depois, estou no sossego do sofá a olhar... não para um, mas para três livros do mesmo autor que ficaram a preço final, por 60€.

 Agora tenho:
  • Dream Routes of Europe
  • Dream Routes of USA & Canada
  • Dream Routes of Australia, New Zealand and the Pacific 

 Comecei então a ler e viajar em pensamentos pela Europa. Já dei por mim a ver o preço de rent-a-car e voos para alguns países. Estou encantado. Acho que vou ter de ir viajar... Pena ser tão longe fazer o percurso que se encontra acima...

 Bem, vou hibernar mais um pouco entre páginas de delirar...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Indiano, Tailandês e mais não sei quês...

Hoje fui almoçar a um indiano e isso fez-me lembrar um dia em Dezembro último que passei na integra aqui neste extremamente agradável lugar.

 Este local fica no centro dos vários mercados que compõem o mais conhecido mercado de Camden Lock. É um ponto nevrálgico de culturas. Aqui perante uma excelente temperatura exterior de aproximadamente dois graus, lembro de me ter deliciado com um vinho quente com aromas delicados a canela e laranja, acompanhado de uma comida indianó-nepalesa, composta por uma caixa de plástico forrada de arroz branco, sobre o qual sobressaiam três cores fundamentais - creme, vermelho e o laranja. O primeiro era carne normal com tempero de limão, um paladar de anjos. O vermelho, vinha do tempero vermelho à base de um ingrediente secreto sobre o qual não há nada para desvendar e finalmente o laranja, um caril de verdade. Uma combinação explosiva mas ao mesmo tempo real. Um verdadeiro encontro de culturas, sobreposta pela inglesa, com uma magnifica Coca-Cola Cherry para acompanhar.

 Mas este local tão extravagante ficará para sempre marcado continuará, mas mais reforçado como um local a "revoltar". Um local cheio de estranhos mas encantadores costumes, onde todas e mais algumas culturas se misturam numa agradável forma de existência. Esta é a verdadeira essência de Londres, aquela que mais me atraia, longe das multidões de turistas ávidos de visitar locais mais que explorados. Aqui foi feliz uma vez, voltei a sê-lo desta vez e tenho a certeza que em breve me irá novamente passar por esse sentimento extremo...

Há dias assim...

Hoje é um daqueles dias que daria para falar, falar, falar e nunca mais acabar. Daria porque não há mesmo mais nada para fazer... Tudo o que precisamos para continuar o nosso trabalho está do lado do cliente. Aguardamos pela aprovação das nossas propostas para avançar. E assim, enquanto não nos devolvem os documentos aprovados... vamos aproveitando para colocar o tédio em dia!!!

 E se não param de passar comboios ali em baixo... ainda acabo por adormecer!!! É que eles parece carneirinhos a vir de lá...

Gare do Ocidente....

Visto assim, até parece um local de sonho. Feito por um grande artista espanhol, de renome internacional. Gostava no entanto de pergunta a Santiago Calatrava se conhecia Portugal? Será que este senhor pensava que Lisboa seria a capital de algum país tropical? Ou não lhe explicaram que este é um país onde o capital é mais importante que os deveres morais?

 Já conhecia o problema de tempos idos, mas na semana passada quando tive de voltar, voltei a deparar-me com um cenário grotesco de tão gélido que é. Será que nenhuma cabeça pensante ainda se apercebeu que apesar de bela, a obra é um verdadeiro frigorífico moderno?

 Conhecendo «Gares» por essa Europa fora, sinto sinceramente que quem decidiu aquela obra, nunca deve ter viajada muito de comboio, nem tem a necessidade de por lá passar e ir ficando todos os dias.

Moleskine vs Blog

Há uns tempos atrás quando criei este blog a decisão de o criar não reuniu consenso entre os dois neurónios presentes. Passaram-se alguns tempos e o consenso entre ambos ainda não é uma realidade.

 A provar esse pomo da discorda está por exemplo, o facto do Moleskine ter mais uma 15 páginas preenchidas só nos primeiros dias de 2011, ao passo que o blog está sem pita de actualização desde Novembro do ano passado.

 Realmente o neurónio direito tem razão. Na realidade gosto de sentir a leveza do papel e/ou o cheiro da tinta sempre que gatafunho um borrão no meu moleskine. Sensações quase pessoais que não se podem obter quando escrevo estas palavras no meu blog. O cheiro talvez ainda se obtenha, nos restos de ketchup que subsistem entre as teclas do teclado, agora a leveza do ecrã é demasiado fria e agreste para nos fazer sorrir.

 Talvez, por tudo isto e mais alguma coisa, o meu moleskine e o neurónio direito estejam a dar uma "abada" no esquerdo, mais adepto da tecnologia.