segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tenham esperança...

Tal como muitos milhares, também eu não fiquei indiferente ao que se passou no Haiti. É com muita tristeza que vejo um povo que vive num local que tem tudo para ser um paraíso tropical estar a passar por mais um episódio dramático nas suas vidas.

Um sismo nunca será bem vindo seja onde for que ocorra, mas as imagens que vêm do Haiti, um país já tão maltratado deixam-me triste. Mas como é do meio da ruína e tristeza que muitas vezes nascem as mais belas histórias, não posso deixar de deixar aqui uma mensagem de esperança para todos os Haitianos. Tenham força que todos juntos e com a ajuda do resto do mundo, a dor e sofrimento irão dar lugar à comunhão e felicidade num futuro próximo.

Basta olhar para momentos como os da pequena Winnie, protegida por um armário, esta bebé de 16 meses ficou numa bolsa de ar ao lado dos cadáveres dos pais. Ao quarto dia, sozinha, chorou e foi ouvida por jornalistas australianos e dominicanos que passavam naquela zona de Port-au-Prince que encontraram-na e deram o alerta.

E, ontem de madrugada, militares americanos e turcos retiraram com vida três pessoas de um supermercado em Port-au-Prince: uma rapariga de sete anos, um homem de 34 e uma mulher de 50. Ariel, a criança, foi a primeira a sair e guiou os socorristas até aos outros sobreviventes. Ariel estava no corredor da fruta e alimentou-se.

T de... Travel!!!

Hoje no Freeport só pensava nisso... em viajar.

A sério, estava a ficar desesperar. Só via passar gente com sacos na mão, a correr e gritar. Lojas cheias, confusão por todo o lado. Só gostei de entrar numa loja. Uma loja de livros. Talvez por sermos um país de incultos, a loja pouca gente tinha, uma música calma dava tranquilidade e serenidade ao ambiente. E, a leitura, dá-me o dom especial de liberdade e isolamento. Permite-me estar no meio de uma multidão, sem lá estar. É muito equilibrador.

Sai da loja, sentei-me numa pedra junto a um tanque de água irrequieta. Isolei-me e pus-me a sonhar. A esquecer-me de onde estava. Por momentos dei comigo sentado numa tranquila esplanada à beira do Tamisa a ler um livro do Bill Bryson. Estes livros de viagens fazem-me sonhar, fazem-me querer lá estar.

Curioso imaginar-me sossegado e tranquilamente parado a ler um livro numa das cidades mais cosmopolitas e povoadas do mundo. Muito curioso mesmo. Mas apesar da imensidão de pessoas que habitam aquela cidade, continuo a achar que aquele é um lugar mágico que nos permite sonhar com pequenos prazeres como estes, porque o respeito é um responsabilidade intrínseca da sua população. E, sim, era gajo para ir passar um fim-de-semana a Londres e passar os dias sentado numa esplanada a ler um livro, só porque isso me daria a paz de espirito que preciso para encarar o dia-a-dia frenético deste nosso Portugal.

Are you Talk to Me....

Hoje tomei um decisão importante.

Vou passar todas as semana durante 2010 a dedicar pelo menos três horas semanais a melhorar o meu inglês. Sinto que este é um dos meus grandes defeitos. Sei pouco de inglês e muito menos de pronuncia. Às vezes, sinto tenho um pronuncia inglesa pior que a da maioria dos espanhóis. Isto realmente assusta-me.

Numa primeira fase vou recorrer ao auto estudo. Já saquei um livro em pdf, indo esta semana passa-lo para papel (mesmo ao preço dos cartuchos fica mais barato assim) e começar a estudar. E, se esta auto vontade não chegar lá terei de recorrer à ajuda de um especialista na matéria. Mas estou decidido a aprender mais e melhor. Por isso já sabes. Se lês isto e sabes muito de inglês, cobras pouco ou nada, tens aqui um forte candidato a aluno. :)

T de ... Trauma!!!

Ontem fui convidado a ir da parte da tarde ao Freeport de Alcochete. Não gosto de centros comerciais, ainda para mais ao fim de semana, mas pronto abri uma excepção porque ali há menos tectos que nos restantes. Mesmo sabendo que aquilo é caos ao fim-de-semana.

A somar à fila enorme para entrar e a dificuldade para estacionar, só mesmo os milhares de pessoas que ocupavam aquele espaço. Simplesmente horrível dado que só tolero grandes aglomerados ao fim-de-semana quando de um grande evento se trata. Simplesmente depois de uma semana onde nos dois sentidos apanho o metro carapau em lata, onde para almoçar as filas são condimento obrigatório e onde a tranquilidade de andar na rua é traída pelas sirenes, buzinas e tubos de escape rotos.

Podes-se dizer que esta foi uma rápida maneira de traumatizar um fim-de-semana que se queria calmamente passado. Vá lá que no final do dia pode extravasar o stress acumulado em cinco actos...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Chapéus há muitos...

Passado o Natal e quando apenas os mais atrasados vão desmanchando os enfeites de Natal e o Carnaval não chega, não se pense que as ruas portuguesas vão ficar despidas de enfeites.


Na passada semana, onde choveu muito e o vento arrastou multidões, eis que surgiu um fenómeno humano há muito afastado de solo português, dado sermos mais vezes bafejados pelo sol que pelo mau tempo. Os guarda-chuvas danificados.

Não há rua que não tenha um na berma a enfeita-la. De todos os tipos, formas e cores. Uns com pano rasgado, outros com varetas dobradas outros ainda espezinhados, afinal a falta de cultura e respeito pelas obras de arte em Portugal é gritante.

No entanto este ano, surgiu um evolução nas áreas de exposição e assim, já é possível observar estas obras de arte presas no corrimão de acesso ao metropolitano e nos cestos onde normalmente se encontra o jornal Metro, fazendo pasta de papel com os primeiros 10. Ontem vi um sobre o tejadilho de um Seat. Nos contentores de beatas, este pessoal anda a fumar em grande. E por aí fora.

Depois disto ainda se queixa o Ministério da Cultura que a população não liga nenhuma à arte popular.