domingo, 24 de janeiro de 2010

Um roubo quase descarado.

Hoje ao final do dia fui às compras a um hipermercado num Dolce Vita e perdi a vontade de voltar. E, tudo se passou na zona da fruta.

Em primeiro lugar, a fruta deste hipermercado estava um nojo. Bem sei que não está situado nas melhores zonas do país. Não é a Quinta da Marinha, nem nada que se pareça, mas os clientes independentemente da classe social a que pertencem merecem melhor que fruta podre e cheia de pequenas moscas.

Como já era tarde e não tinha tempo de chegar a horas a outro hipermercado ou supermercado, procurei aquela fruta já empacotada. Encontrei bananas, maçãs, pêras, laranjas e tangerinas. Tendo em atenção a qualidade apresentada, a escolha recaiu para as bananas da Madeira.

E, foi com a escolha indicada e a casualidade de ter uma balança ao lado que pousei o saco de bananas no mesmo. Foi assim que descobri o que chamo de roubo descarado. O saco dizia que eu levava 406 gramas de bananas, mas a balança marcava 426 gramas. Curioso, pesei uma caixa de maças que tinha na etiqueta 670g, a balança marcou 690g. Mudei de balança e para laranjas. A etiqueta marcava 1400g, mas na balança 1420g. Ainda mais curioso, testei com outros produtos não alimentícios, curioso ou não pesavam sempre mais 20g que o marcado.

Resultado, coloquei novamente o saco das bananas na balança com o preço virado para mim e tirei uma foto com o telemóvel. Depois com o das maças e finalmente com o das laranjas. Agora vou pegar nas fotos e mandar para a ASAE e posteriormente para alguns jornais. Na prática o hipermercado está a roubar 20g a cada cliente que compra fruta ao peso não previamente embalada.

20g, não significa muito em produtos que custem menos de 5€ o quilo, mas multiplicados por muitos clientes dá um roubo de muitos euros.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Um Ponto na Escuridão

É sexta-feira. Supostamente um dia alegre, apesar da chuva que se faz sentir. E numa altura em que muitos já receberam. No entanto basta olhar para a multidão e facilmente constatar a gelidez que rasga os rostos da classe trabalhadora deste país.

São apenas 8:35, mas por momentos sinto-me invadido pelas mensagens gélidas e sem sentido de vida retratadas habitualmente por filmes ou documentários da Europa de Leste. Basta um pequena olhadela panoramica para perceber que quase tudo em volta está coberto por um manto escuro. Sobressaem pequenos rabiscos de cor azul e vermelha, das carruagens desta composição de metro. Cinzento, preto e castanho imperam nas vestes , como que representando uma ausência fria de cor.

Chego ao centro e saio para a rua, aqui o cenário é claro, apenas porque o céu está retratado de azul e branco, a relva está fresca e as construções são na maioria pálidas. Em meu redor, tudo o que mexe, seja nos passeios ou no asfalta praticamente resume-se às trés gélidas cores antes referidas.

Assim, sinto-me um ponto de encontro no meio da multidão. Dentro deste blusão quente, de Inverno, mas todos ele branco de mangas e gorro vermelhos. Sinto-me livre das masmorras comerciais sazonais. Sinto-me livre, como um ponto na escuridão.

* Mensagem escrita no telemóvel, dentro do metro à pinha, ontem de manhã.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Fui aos correios...

Mesmo na era digital, às vezes ainda é preciso ir aos correios. Fui lá porque precisava enviar uma carta registada. Meu Deus!!!

Cheguei à estação quando o estômago já dava horas para o almoço, felizmente consegui sair da tempo do jantar. Tirei a senha geral, a super senha. Dá para tudo e mais alguma coisa. Era o 21. Olhei para o visor e... ia 14. Pensei, menos mal.

Acontece que hoje em dia, os correios deixaram de ser um mero serviço de envio e recepção de correspondência em diferentes formatos. Hoje podemos tratar de correio azul, verde, branco, rosa às bolinhas azuis, entre outros serviços postais. Ok, até aqui normal.

No entanto ainda podemos tratar de produtos de poupança e seguros. Vales, transferências, pagamento de serviços, filatelia, papelaria e livraria, venda por catálogo, bilhetes para eventos e Carris, carregamento de telemóveis, multimédia e desde hoje efectuar a troca de cartas de condução. Isto tudo, na maioria das estações apenas com a senha "A".

E eu que queria apenas efectuar um serviço para o qual os correios foram criados tive de esperar pouco mais de uma hora, por sete!!! míseros números.

Para quando a criação da senha "C" de serviços de Correio?

Férias... Please.

Hoje foi um dia complexo. Custou imenso a passar. Começo a achar que estou a precisar de férias. Afinal as últimas já são acontecimento passado. Estávamos no inicio de Setembro de 2009.

Começo a ficar preocupado, afinal só vou ter férias em Março. E, não me apetece gastar um mísero dia no Carnaval. Afinal, já não vou a tempo dos voos em conta para qualquer canto da Europa civilizada.

Mas hoje foi mesmo complexo trabalhar. Não porque tenha tido muito que fazer, mas porque fiz pouco em muito tempo. Parecia estar ao relantim. E uma reunião às 19h a alguns quilómetros dali, também não ajudou a animar. Só mesmo aquele chocolate com recheio de caramelo deu para um sorriso.

Mas sinceramente cada dia que passa tenho mais sonhos/desejos com o estrangeiro. Estou a sentir a falta.É a ressaca da ausência. Afinal, já passaram quase seis meses desde a minha última viagem para fora da Península Ibérica. E, nem a BTL, cada vez pior conseguiu saciar este desejo. Assim, dou por mim, que deveria estar a estudar para um exame, a planear uma próxima viagem ao estrangeiro. E a pensar... Falta muito para Março?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ucrânia, no seu melhor...

Chamem-lhe dedicação da população ou necessidade dos políticos em conseguir votos. Tanto faz, mas fica sempre giro ver a urna eleitoral atravessar campos pintados de branco, em trenós puxados a cavalo apenas para permitir que os eleitores mais isolados possam exercer o seu direito de voto.