quarta-feira, 28 de julho de 2010

Disco Sudueste

Há dias soube que tinha havido uma beach party no Carvalhal. Pena que tenha descoberto apenas no dia seguinte. Podia ter ido umas horas mais cedo e dormido com o barulho das estrelas e/ou o brilho das ondas. Às vezes sinto falta deste pequenos momentos, como dormir ao relento na praia. Ai os tempos da faculdade... Agora toda a gente, da minha idade me chama "maluco" quando penso nestes pequenos prazeres da vida. Ainda estou nos trinta, tenho tempo para serenar...

Embora pouco tenha dado a conhecer, gosto bastante de musica electrónica que acabei por escorar dado sempre ter tido amigos muito elitistas, onde os prazer da vida pouco passavam de passar um dia sentados numa mesa de café a conversar e fumar um cigarro.Mas eu gosto mesmo é de curtir o momento, embora também preze muito uma tarde bem passada a descansar.

 Mas depois de ver uns vídeos, da party do Carvalhal, fiquei ainda mais com uma vontade louca de perder o amor ao dinheiro e ao sono e ir de propósito ao Sudoeste no último dia, um Domingo, só para ver o concerto do David Guetta. Apetece-me ir e ficar todo o dia a marinar na praia, para à noite espernear electronicamente e regressar com outra energia, daquela que nos agita ao longo de vários dias. Isto pode implicar um dia de férias no dia seguinte para na areia descansar os apoios antes de regressar... ou encontrar um(a) maluco(a) que queira fazer isto tudo de seguida e irmos directos para o trabalho...

 Vai ser um caso a analisar!!! Assim, como arranjar um(a) amigo(a) daqueles(as) que nos dizem quando há beach party's.

A fruta vermelha

Estávamos na adolescência, naquela fase em que muito se gosta de chocar contra a porta do roupeiro, quando um médico especialista em alergias, me deu uma noticia bombástica. Não, não era que tinha uma alergia incurável.... Se bem que não sei se ser benfiquista não o é!!!

 Mas voltando à noticia, o médico indicou-me que havia dois produtos que deveria evitar a todo o custo, sobre pena de ter uma reacção alérgica grave. Um deles era o marisco, coisa que não me assustou. Mas quando falou em morangos, o estômago ia tendo um ataque de asma. Se havia fruta que eu mais adorava até então, era essa sem qualquer dúvida. Aquilo caiu que nem uma bomba. Mas como com alergia até podia eu bem, continuei a enfarda-los, sempre com uma caixa de medicamentos de prevenção. Entretanto passaram vários anos, depois de várias overdoses vermelhas, eis que o consumo diminuiu em 10% à época e começou a surgir-me outro vicio também ele vermelho.

 Desde aquele célebre dia que descobri os supermercados Apolónia no Algarve que o meu consumo de frutas ganhou um vicio mais gourmet. Descobri que adoro framboesas, esse fruto tão característico do Reino Unido!!! Aí, mais uma vez se fez luz em relação aos meus sentimentos esporádicos de que estou no pais errado. Sério. Sou constantemente confundido, talvez pelas sardas. E, então no Algarve é demais. Em quase todos os cafés me atendem em inglês. Ao que gosto de responder em espanhol só para confundir!!! Até porque se responder em inglês sou logo desmascarado...

 Mas a framboesa além de boa é extremamente cara. Uma caixa de 125g custa, nos locais mais em conta, dois euros. E no El Corte Inglês, chega a atingir os quatro euros, embora a qualidade seja superior em mais do dobro.

 Hoje, como estava a curtir o dia, resolvi antes de jantar ir apanhar um pouco de ar mais puro ao Parque das Nações, observar o rio, o Montijo e para terminar dei uma saltada ao SuperCor. Caro para uns, em conta para quem aprecia fruta de qualidade e sabe os preços dos outros lados. Não interessa. Mas quando entrei deparei com uma caixa de framboesas grandes e apetitosas a olhar para mim. Custava três euros. Olhei para elas e pensei, que se lixe... hoje mereço. E lá as trouxe.

 Mas ficou mais uma vez provado que adoro aquilo. Desde que entrei no carro ali mesmo ao lado, até à minha garagem são aproximadamente sete minutos. Quando estacionei e olhei para o interior da embalagem, vi o fundo sem gota vermelha. Fiquei um pouco triste, mas satisfeito, pois foram sete minutos de puro prazer de fruta.

O dia seguinte...

Depois de um dia em que me apeteceu escalar uns arames, nada como o dia seguinte. E foi tão bom saber que o dia seguinte, não foi mais do mesmo. Esperava-o animado, afinal foi bastante curtido...


Podia ter começado melhor, mas um problema coloco-me logo a cem por cento empenhado na sua resolução. Não foi causado por mim, mas isso pouco me importa. Primeiro gosto de solucionar e só depois perceber o que foi feito de errado. Depois de três horas de puro prazer (na categoria de trabalho, claro), o problema foi totalmente ultrapassado. Até porque naquelas águas navego melhor que ninguém :P (vá lá, estou a ser humilde).

Depois foi uma tarde descansada, com os phones a bombarem David Guetta e a resolver coisas que iam aparecendo na lista. Pelo meio uma mensagem agradável, ainda que algo exagerada acerca desse meu desempenho. Soube muito bem, ainda por cima de quem foi...

 Para completar o dia, nada como uma salada de alface, mozarella e atum para terminar o dia em beleza, na varanda com vista para o rio e Alcochete...

Macaquices

Hoje sinto-me stressado, apesar de calmo. Normalmente se alguém me quer colocar a ferver, precisa de se esforçar um pouco. Isto apesar do calor excessivo que se faz sentir. Felizmente, não expludo, mas tenho sempre de ter cuidado pois quando stresso, apetece-me sempre ir comprar algo que me daria prazer e que conscientemente não iria comprar por achar que não dá o prazer suficente para o custo.

Mas hoje, tal como nos restantes últimos dias úteis, há alguém que teima em tirar-me do sério. Até já coloco os phones com David Guetta em altos berros apenas para não o ouvir a zumbir a meu lado. Não, não é o zumbido!!! Esse não tem remédio... :(

Chateia-me quando me querem tomar por macaco mecânico que não tem de avaliar, apenas fazer o que lhe mandam. Detesto isso, sobretudo quando estamos a falar sobre algo que praticamente domino.

Há largos momentos que não queremos outra coisa, mas há outros momentos de clarividência em que desejamos outra coisa. Cada vez há mais momentos destes...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Estupefacto

Não deixa de ser verdade que já tinha lido algures que excesso de pó e cheiro a chamon causa alucinações, mas daí a ter passado de propósito no supermercado para comprar massa folhada só porque me apetecia inventar qualquer coisa para a alheira e queijo de cabra que estavam no frigorífico a estragar, nunca pensei que fosse uma distância tão curta.

 E agora, depois de umas pinceladas, ganhei duas refeições de uma assentada. Quem diria que desta mente e mãos sairiam coisas tão saborosas ao paladar...